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Trabalho de pesquisa: Astronomia na Antiguidade

Três povos, o mesmo nascer do Sol

Que conhecimentos sobre o céu povos antigos usaram para construir seus monumentos? E para que esses monumentos serviam?

Por Luiz Bertini, turma 8º A. Entrega em 9 de outubro de 2026.

Ir direto para o simulador do horizonte

Por que olhar para o céu?

Antes de existirem relógios e calendários impressos, o céu era o jeito mais confiável de saber em que época do ano você estava.

O Sol, a Lua e as estrelas repetem os mesmos movimentos todos os anos. Quem aprendia a ler esses movimentos conseguia organizar a vida da comunidade.

Calendário
Contar os dias entre dois acontecimentos do céu, como dois solstícios, mostra quanto dura o ano.
Agricultura
Plantar e colher na hora certa dependia de saber em que ponto do ano se estava.
Religião
O Sol e as estrelas eram ligados a deuses e à vida depois da morte. Por isso tantos alinhamentos aparecem em túmulos e templos.
Poder
Quem sabia prever o céu ganhava prestígio. Controlar o calendário era uma forma de comandar.

A ideia-chave: o Sol não nasce sempre no mesmo lugar

Se você observar o nascer do Sol do mesmo ponto durante um ano inteiro, vai ver o lugar onde ele aparece andar pelo horizonte. Ele vai até um limite, fica quase parado por alguns dias, volta, passa pelo leste e vai até o outro limite.

Os três monumentos deste trabalho usam essa mesma ideia: marcam em pedra um ponto especial desse vaivém.

Onde o Sol nasce no dia 21 de cada mês, visto de Gizé Em junho o Sol nasce mais ao norte, perto de 63 graus. Em março e setembro nasce no leste, 90 graus. Em dezembro nasce mais ao sul, perto de 117 graus. o ponto do nascer vai e volta ao longo do ano jun mai e jul abr e ago mar e set fev e out jan e nov dez leste, 90° limite norte: solstício de junho limite sul: solstício de dezembro
Pontos calculados para o dia 21 de cada mês, visto de Gizé (latitude 30° N). Arraste a figura para o lado para ver tudo.
Solstícios
Os dois limites do vaivém. A palavra vem do latim e quer dizer “Sol parado”, porque perto deles o ponto do nascer quase não se move.
Equinócios
Os dois dias do ano em que o Sol nasce no leste verdadeiro, no meio do caminho entre os limites.

Quanto o ponto do nascer anda em um ano

Quanto mais longe do equador, maior é o vaivém. Valores calculados para hoje.

Newgrange
84°
Gizé
55°
Chankillo
48°

Três monumentos, em ordem de idade

Um monumento em cada continente. Para cada um, o trabalho responde às três perguntas: que conhecimento astronômico foi usado, como ele foi aplicado na construção e para que o monumento servia.

Linha do tempo em escala. Entre Newgrange e Chankillo passaram quase 3 mil anos.

Três continentes, três latitudes

A latitude é a distância de um lugar até o equador, e ela muda o caminho do Sol. Quanto mais longe do equador, maior é o vaivém do nascer do Sol ao longo do ano: 84° em Newgrange, 55° em Gizé e 48° em Chankillo.

Mapa-múndi com os três monumentos e suas latitudes Newgrange fica na Irlanda, a 53,7 graus norte. Gizé fica no Egito, a 30 graus norte. Chankillo fica no Peru, a 9,6 graus sul, perto do equador. Trópico de Câncer equador Trópico de Capricórnio Newgrange 53,7° N Gizé 30,0° N Chankillo 9,6° S
As linhas pontilhadas finas são os trópicos: o limite até onde o Sol chega a ficar a pino, nos solstícios. Mapa em projeção de Mercator. Arraste o mapa para o lado para ver tudo.

evidência forte Medido no local ou confirmado por várias fontes confiáveis.

hipótese debatida Proposta séria, mas os pesquisadores ainda discordam.

c.3200 a.C.

Newgrange

Vale do rio Boyne, Irlanda. Europa.

Corte de Newgrange no nascer do Sol do solstício de inverno O Sol nasce baixo no sudeste. A luz passa pela caixa de luz acima da porta, atravessa o corredor e chega ao chão da câmara, no centro do monte. Sol nascendo no solstício de inverno caixa de luz (roof-box) câmara corredor de 19 m fachada de quartzo branco monte de terra e pedra
Corte esquemático, fora de escala. A luz que chega à câmara é a que entra pela caixa acima da porta. Arraste a figura para o lado para ver tudo.

Que conhecimento astronômico foi usado?

Os construtores sabiam onde o Sol nasce no dia mais curto do ano, o solstício de inverno. Na Irlanda, esse é o ponto mais ao sul em que o Sol nasce durante todo o ano. evidência forte

Para descobrir esse ponto era preciso observar o nascer do Sol por muitos anos e perceber onde ele “para” antes de voltar.

Como foi aplicado na construção?

O corredor, de 19 metros, foi construído apontando para o nascer do Sol no solstício de inverno. Acima da porta existe uma segunda abertura, chamada caixa de luz (em inglês, roof-box).

Nas manhãs em volta do solstício, de 19 a 23 de dezembro, um feixe de Sol entra pela caixa de luz, percorre o corredor e ilumina o chão da câmara por cerca de 17 minutos. evidência forte

O arqueólogo Michael O'Kelly confirmou o fenômeno em 1967. Em 1989, o astrônomo Tom Ray mediu o alinhamento: o eixo do corredor aponta para o nascer do Sol no solstício com diferença de poucos minutos de arco. Ele concluiu que o alinhamento foi planejado. evidência forte

Ray também calculou que, quando o monumento foi construído, a luz entrava logo no nascer do Sol. Hoje ela entra uns 4 minutos depois, porque a inclinação do eixo da Terra diminuiu um pouco desde então. Você pode ver essa diferença no simulador.

Para que servia?

Newgrange é um túmulo. A UNESCO descreve a região como uma paisagem funerária de grande importância ritual, com funções sociais, religiosas e funerárias. evidência forte

Por que iluminar um túmulo justo no dia mais escuro do ano? Muitos pesquisadores ligam a volta da luz à ideia de renascimento, já que a partir do solstício os dias voltam a crescer. É uma interpretação: o povo que construiu Newgrange não deixou escrita. hipótese debatida

Fontes: Ray (1989), Newgrange.com (2025), UNESCO (Brú na Bóinne).

c.2550 a.C.

Pirâmides de Gizé

Planalto de Gizé, perto do Cairo, Egito. África.

A Grande Pirâmide vista de cima, com os lados voltados para norte, sul, leste e oeste N S L O
A precisão: os lados desviam dos pontos cardeais menos de 4 minutos de arco.
Hipótese das estrelas: Kochab e Mizar alinhadas num fio de prumo indicam o norte Kochab Mizar polo celeste fio de prumo norte
Hipótese 1, pelas estrelas (Spence, 2000). hipótese debatida
Hipótese do Sol: no equinócio, a ponta da sombra de uma vara traça uma linha leste-oeste vara vertical O L ponta da sombra ao longo do dia visto de cima, norte para cima
Hipótese 2, pelo Sol no equinócio (Dash, 2017). hipótese debatida

Que conhecimento astronômico foi usado?

Os lados da Grande Pirâmide apontam para o norte, o sul, o leste e o oeste com erro menor que 4 minutos de arco, cerca de 1/15 de grau. É como errar a direção de uma linha de 1 km por pouco mais de 1 metro. evidência forte

Bússolas não existiam. A referência fixa disponível era o céu: o giro das estrelas em volta do polo ou o caminho do Sol. Os pesquisadores concordam que foi usado algum método astronômico, e que a precisão foi aumentando até Quéops e depois caiu. evidência forte

Como foi aplicado na construção?

Ninguém sabe ao certo, porque nenhum texto da época explica o método. As duas propostas mais discutidas são estas.

Pelas estrelas hipótese debatida

No céu do norte existem estrelas que nunca se põem, as circumpolares. A egiptóloga Kate Spence propôs que os construtores esperavam o momento em que duas delas, Kochab e Mizar, ficavam uma exatamente acima da outra, alinhadas com um fio de prumo. Nesse instante, o fio apontava para o norte.

Como as estrelas mudam devagar de posição ao longo dos séculos, a ideia explicaria por que pirâmides de reis diferentes têm erros diferentes. Mas a data que o método dá para Quéops fica cerca de um século depois da aceita pela maioria dos egiptólogos, e outros pesquisadores sugerem outras estrelas.

Pelo Sol no equinócio hipótese debatida

No equinócio, a ponta da sombra de uma vara vertical anda numa linha quase reta de oeste para leste ao longo do dia. O pesquisador Glen Dash testou o método em 2016 e chegou a um erro de cerca de 7 minutos de arco, girado no mesmo sentido (anti-horário) dos erros de Quéops, Quéfren e da Pirâmide Vermelha.

Contra essa ideia: não há sinal de que o equinócio tivesse importância para os egípcios. Por isso, Nell e Ruggles (2013) consideram as estrelas do norte a explicação mais viável para as pirâmides principais.

Para que servia?

As pirâmides eram túmulos de reis, parte de grandes complexos funerários com templos. evidência forte

A ligação com o céu aparece nos Textos das Pirâmides, os textos religiosos mais antigos do Egito, gravados em pirâmides poucas gerações depois de Gizé. Eles citam constelações do céu do norte, como Meskhetiu, que corresponde a parte da Ursa Maior. evidência forte

Isso sugere que orientar a pirâmide pelo céu também era um ato religioso, e não só uma técnica de construção. hipótese debatida

Fontes: Spence (2000), Dash (2017), Nell e Ruggles (2013), UNESCO (Mênfis).

c.250 a.C.

Chankillo

Vale do rio Casma, litoral do Peru. América do Sul.

As 13 torres de Chankillo vistas do ponto de observação oeste As torres formam uma fileira na crista de um morro. Ao longo do ano, o Sol nasce atrás de torres diferentes: perto da ponta esquerda, ao norte, no solstício de junho, e perto da ponta direita, ao sul, no solstício de dezembro. o Sol percorre a fileira ao longo do ano torre 1 solstício de junho (norte) torre 7 perto dos equinócios torre 13 solstício de dezembro (sul) visto do ponto de observação oeste, olhando para o leste ao amanhecer
Desenho esquemático: no sítio real, os vãos entre as torres não são todos iguais. Arraste a figura para o lado para ver tudo.

Que conhecimento astronômico foi usado?

O mesmo vaivém do nascer e do pôr do Sol ao longo do ano. Os construtores conheciam os dois limites, os solstícios, e todo o caminho entre eles. evidência forte

Como foi aplicado na construção?

As 13 torres ficam em fila, de norte a sul, na crista de um morro. Elas funcionam como um horizonte artificial, uma espécie de régua de pedra recortada contra o céu.

De um ponto de observação a oeste, o Sol nasce atrás de torres diferentes ao longo do ano. De outro ponto, a leste, dá para acompanhar o pôr do Sol do mesmo jeito. A fileira cobre todo o caminho anual do Sol, de um solstício ao outro. evidência forte

Observando em qual torre ou em qual vão o Sol aparece, dava para marcar os solstícios, os equinócios e qualquer outra data com precisão de 1 a 2 dias. Ao contrário de Newgrange, que marca um só dia, Chankillo marca o ano inteiro. evidência forte

Para que servia?

Era um calendário solar: servia para marcar as datas do ano, como as épocas de plantio. evidência forte

A UNESCO considera provável que o centro cerimonial fosse dedicado a um culto ao Sol. hipótese debatida

Para o arqueólogo Iván Ghezzi, a obra também tinha um papel político: para contar estações não seria preciso algo tão grande. As torres mostrariam a ligação do governante com o Sol. hipótese debatida

Fontes: Ghezzi e Ruggles (2007), UNESCO (Chankillo), Archaeology (2008), Portal UNESCO de Astronomia.

Simulador do horizonte

Escolha um monumento e arraste o controle pelos dias do ano. O ponto dourado mostra onde o Sol nasce naquele dia, calculado a partir da posição real do Sol e da latitude de cada lugar. Quando a data chega ao alinhamento, o monumento acende.

Monumento
Inclinação do eixo da Terra
Horizonte leste do monumento escolhido, com o ponto onde o Sol nasce no dia selecionado

Trechos dourados: dias em que o monumento acende

Data
10 dez
Latitude do lugar (φ)
53,69° N
Declinação do Sol (δ)
−23,0°
Azimute do nascer (A)
133,0°

cos A = sen δ ÷ cos φ. O azimute A é a direção no horizonte, medida a partir do norte: 90° é o leste e 180° é o sul.

Escolha uma data para ver onde o Sol nasce.

Como o cálculo funciona

Declinação do Sol (δ). É o quanto o Sol está ao norte ou ao sul do equador do céu naquele dia. Ela vai de +ε a −ε ao longo do ano, onde ε é a inclinação do eixo da Terra. O simulador calcula a posição do Sol na órbita para cada dia e daí tira a declinação.

Azimute do nascer (A). Com a declinação e a latitude φ do lugar, a direção do nascer sai de cos A = sen δ ÷ cos φ. É uma aproximação esférica: horizonte plano, centro do disco do Sol e sem a refração do ar. Por isso os valores podem ficar até cerca de 1° diferentes dos medidos no local. Por causa da refração, por exemplo, o Sol do equinócio aparece no nascer cerca de meio grau ao norte do leste. O método da sombra proposto para Gizé usa o dia inteiro e não depende desse detalhe.

Inclinação na época. A inclinação do eixo da Terra muda devagar. Pela fórmula de Laskar (1986), ela era de 24,04° em 3200 a.C., 23,98° em 2550 a.C. e 23,73° em 250 a.C. Hoje é de 23,44°. Tom Ray usou 24°02′ para Newgrange, o mesmo valor.

Datas. O controle usa o calendário de hoje. Na Antiguidade os calendários eram outros, mas o Sol fazia o mesmo caminho entre os mesmos limites.

Quando o monumento acende. Newgrange acende nas manhãs mais próximas do solstício de dezembro, como acontece de verdade. Gizé acende quando o nascer fica a menos de ¼ de grau do leste. Chankillo acende quando o Sol chega às torres das pontas, nos solstícios. As posições das torres no desenho são esquemáticas.

Mito ou evidência?

Monumentos antigos atraem muitas teorias. Três das mais conhecidas, comparadas com o que as pesquisas mostram:

Escala de mito a evidência forte: alienígenas é mito; a correlação de Órion não tem apoio; Stonehenge como computador é meia verdade; os alinhamentos com o Sol são evidência forte.

“As três pirâmides de Gizé copiam o cinturão de Órion”

Sem apoio nas evidências

A ideia

Proposta em 1994 no livro The Orion Mystery, de Robert Bauval e Adrian Gilbert. As três pirâmides seriam um mapa das três estrelas do cinturão de Órion.

O que as evidências mostram

  • Para as figuras coincidirem, um dos mapas precisa ser virado de cabeça para baixo. O livro não deixava isso claro (Krupp, 1997).
  • As pirâmides são de três reis diferentes. Entre o início do reinado de Quéops e o de Miquerinos passaram cerca de 65 anos.
  • Não se conhece texto egípcio que descreva as três pirâmides como um mapa de Órion. A semelhança é uma coincidência visual.

“Alienígenas construíram os monumentos”

Mito

A ideia

Povos antigos não teriam conhecimento nem técnica para erguer obras tão grandes e tão bem alinhadas.

O que as evidências mostram

  • Em Gizé foi escavada a cidade dos trabalhadores, Heit el-Ghurab, com padarias, alojamentos e prédios administrativos. Perto dela ficam os túmulos dos próprios trabalhadores.
  • Em 2013, papiros achados no antigo porto de Wadi al-Jarf revelaram o diário de Merer, do fim do reinado de Quéops. Nele, um inspetor registrou viagens de barco levando blocos de calcário das pedreiras de Tura até a pirâmide de Quéops.
  • Newgrange e Chankillo foram datados por radiocarbono em materiais deixados pelos construtores: carvão entre as lajes do teto de Newgrange e madeira das vigas das torres de Chankillo.
  • A ideia também desvaloriza povos da África, da Europa e da América, como se eles não fossem capazes de observar o céu e construir. As evidências mostram o contrário.

“Stonehenge era um computador para prever eclipses”

Meia verdade

A ideia

Em 1963 e 1964, o astrônomo Gerald Hawkins usou um computador para testar alinhamentos em Stonehenge. Ele propôs que os 56 buracos de Aubrey serviam para prever eclipses da Lua, movendo marcadores de buraco em buraco.

O que as evidências mostram

  • O arqueólogo Richard Atkinson respondeu em 1966: Hawkins aceitou erros de até 2° nos alinhamentos, usou buracos que provavelmente eram naturais e misturou partes do monumento feitas em épocas diferentes.
  • Escavações de 2008 mostraram que os buracos de Aubrey guardavam cremações de mais de 50 pessoas. Eles também podem ter sustentado pedras.
  • O que é real: o eixo de Stonehenge aponta para o nascer do Sol no solstício de junho e para o pôr do Sol no solstício de dezembro. Hoje, muitos arqueólogos acham que o solstício de inverno era o mais importante para os construtores. evidência forte

Fontes: Krupp (1997), Bauval e Gilbert (1994), Spence (2000), AERA, Tallet (2017), Ray (1989), Archaeology (2008), Hawkins (1963, 1964), Atkinson (1966), Willis et al. (2016), Chadburn e Ruggles (2024).

O que os três têm em comum

Newgrange, Gizé e Chankillo foram construídos por povos que nunca se encontraram, em três continentes, com quase 3 mil anos de distância entre eles. Mesmo assim, chegaram a soluções parecidas.

Comparação entre os três monumentos
NewgrangeGizéChankillo
Quandoc. 3200 a.C.c. 2550 a.C.c. 250 a.C.
ContinenteEuropaÁfricaAmérica do Sul
O que observavamO nascer do Sol no solstício de invernoAs estrelas do norte ou o Sol (hipóteses)O nascer e o pôr do Sol durante o ano todo
Como marcaram na pedraCorredor e caixa de luz alinhadosLados voltados para os pontos cardeaisFileira de 13 torres
Para que serviaTúmulo e rituaisTúmulo do reiCalendário, cerimônias e poder
Observação paciente
Todos dependem de anos de registro do mesmo fenômeno no mesmo lugar.
O céu como régua
Sem bússola nem relógio, o Sol e as estrelas eram a referência mais precisa que existia.
Ciência e religião juntas
O mesmo conhecimento que media o tempo servia para túmulos, rituais e poder.

Resposta à pergunta do trabalho

Esses povos usaram o que sabiam sobre o movimento do Sol e das estrelas para orientar suas construções. E fizeram isso porque o céu organizava a vida, a morte e o poder.

Referências

  1. AERA – ANCIENT EGYPT RESEARCH ASSOCIATES. The Lost City of the Pyramid Builders. Boston: AERA, [s.d.]. Disponível em: https://aeraweb.org/projects/lost-city/. Acesso em: 1 out. 2026.
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  3. ATKINSON, R. J. C. Moonshine on Stonehenge. Antiquity, Cambridge, v. 40, n. 159, p. 212-216, 1966. DOI: 10.1017/S0003598X0003252X. Disponível em: https://doi.org/10.1017/S0003598X0003252X. Acesso em: 1 out. 2026.
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  6. DASH, Glen. Occam's Egyptian razor: the equinox and the alignment of the pyramids. The Journal of Ancient Egyptian Architecture, v. 2, p. 1-8, 2017. Disponível em: https://web.ujaen.es/investiga/egiptologia/journalarchitecture/downloads/JAEA2/JAEA2_Dash.pdf. Acesso em: 1 out. 2026.
  7. GHEZZI, Iván; RUGGLES, Clive. Chankillo: a 2300-year-old solar observatory in coastal Peru. Science, Washington, v. 315, n. 5816, p. 1239-1243, 2 mar. 2007. DOI: 10.1126/science.1136415. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17332405/. Acesso em: 1 out. 2026.
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  9. HAWKINS, Gerald S. Stonehenge: a Neolithic computer. Nature, London, v. 202, n. 4939, p. 1258-1261, 1964. DOI: 10.1038/2021258a0. Disponível em: https://doi.org/10.1038/2021258a0. Acesso em: 1 out. 2026.
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